A Mula com memória de elefante
Publicado em 17. Nov, 2007 em Preso na Rede
Não tenho nada contra as mulas, até acho que toda a gente devia ter uma. Mas os textos que escrevo para esta coluna, também são colocados neste meu blog e alguns criadores dos bichinhos, têm manifestado desagrado por encontrar o meu blog quando pesquisam em motores de busca a palavra "mula". Assim como alguns senhores que pesquisam a mesma palavra, mas com propósitos mais mundanos.Passo a utilizar um nome mais de acordo com a área dos textos, mesmo correndo o risco de vir a ter reclamações de pescadores.
Claro que não me vou livrar da Mula assim tão facilmente, se é verdade que o passado nos persegue, podemos exponenciar essa verdade e concluir que na internet, mais do que no mundo real, o passado está sempre presente e é parte activa no futuro.
A maior parte da informação fica guardada na internet. O que não é mau de todo, porque temos um registo histórico global e acessível. Mau é essa informação poder virar-se contra nós. Imagine que num momento de fúria ou depois de beber um copito, resolve escrever uma critica mais exagerada. Depois, já de cabeça fria, tenta apagar o texto. Mesmo que seja possível, não sabe quantas cópias já circulam pela net. Cópias de quem leu e gostou. Cópias de motores de busca que já indexaram a página. Cópias por tudo e por nada.E não se esqueça que também existem sites que arquivam informação, como aqui, onde estão guardadas milhares de milhões de páginas completas da net. Os próprios jornais, costumam disponibilizar online informação actual e mais antiga.
Por outro lado temos muita coisa velhinha que nos faz recuar alguns anos, numa nostalgia pelos "bons velhos tempos".
A Mula ficou para trás a partir desta semana, mas na verdade, terei sempre a Mula atrás de mim. O mundo virtual tem uma memória de elefante!
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