O último a chegar é mulher do padre
Publicado em 03. Mai, 2008 em Preso na Rede
O futuro de todo o tipo de media digital está na rede. É verdade, toda a qualidade de parafernália que actualmente carregamos connosco numa imensa coleção de bric-a-bracs electrónicos, e que estão constantemente a mudar, como cd’s, dvd’s, blu-ray’s, pen’s, telemóveis com os seus cartões de memória e todo o resto, são dinossauros em fim de prazo de validade.
Toda a informação que podemos e guardamos em algum tipo de memória física irá estar, num futuro muito próximo, acessível a partir da rede. Uma rede mais avançada que a actual, uma teia sem limites de fios ou pontos de acesso wireless, porque nesse futuro próximo o mundo (quiça o universo) será um ponto de acesso wireless, em que todo o conhecimento é um outro gás na atmosfera, disponível para inalação e inspiração.
Precisa de um documento, de uma música, um filme, uma fotografia e até dinheiro (que vai passar a chamar-se créditos, porque notas e moedas são coisa do passado), puxe do seu aparelhito portátil, que vai misturar telemóvel, computador portátil e outras “cositas más” e ouça, veja, leia, pague, etc., etc..
É a revolução das revoluções! Duzentos anos depois da revolução industrial e outras revoluções pelo caminho - políticas, sociais, económicas e culturais -, chegamos a um nível em que podemos juntar todas elas num “gadget electrónico” e iniciar a verdadeira revolução tecnológica. O verdadeiro ciborge – metade humano, metade máquina – não é um aglomerado de carne e metal, mas um ser de carne e osso com consciência electrónica. É a corrupção do cérebro humano por um computador, ligado a todos os outros computadores do mundo. Todo o raciocínio, todo o conhecimento, toda a informação estará na rede, no próprio ar, e, quem sabe, o tal aparelhito portátil estará já dentro da sua cabeça, ligado à massa cinzenta...
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