Cresci num mundo diferente daquele em que o meu pai cresceu e nunca consegui perceber verdadeiramente o seu ponto de vista. Agora que estou prestes a ser pai, começo a perceber, não a sua forma de ver a vida, mas o porquê da diferença. #
Eu sou diferente dos meus pais, mas cresci no mesmo mundo. O meu filho vai crescer num mundo à parte, coberto de informação e constante socialização. Toda a Internet torna-se num gigante mundo de contactos, perdendo importância como meio de informação e ganhando forma como meio de comunicação, onde todos estamos permanentemente contactáveis.
A rede já não é a Internet, ou não é apenas a Internet. A rede é um organismo comunicacional formado por ondas eléctricas, recebidas por uma grande quantidade de aparelhos e alimentado por nós. Por nós? Sim... também, mas mais por eles, a nova geração que já nasceu ligada. Nós somos só visitantes no seu espaço. #
Para o meu e outros filhos, combinar alguma coisa para fazer amanhã com os amigos é dispensável, podem resolver tudo já em casa pela net ou no próprio momento em que alguém decide encontrar-se, envia um SMS. Não precisam de se juntar para falar, nem percebem porque é que nós, os “mais velhos” tínhamos um sítio no recreio destinado aos encontros. #
Para comunicar com esta nova geração vai precisar de estar na Internet, no telemóvel, na consola, no MP3, enfim em toda a rede. E não são só pais ou mães, porque empresas, políticos, jornais, televisões, publicidade e toda a sociedade em geral tem de se adaptar para chegar à geração Y. #
O meu filho já não vai ter o cordão umbilical cortado, apenas a ligação vai ser transferida. Deixa de estar ligado à mãe depois do nascimento, para ficar ligado à rede e não se engane a pensar que ainda tem algum tempo até eles chegarem, porque a primeira fornada já anda por aí há uns bons anos. #
#
laura maria
Ago 21st, 2008
ñ entendi absolutamente nada do que vc escreveu rsrsrs