A lei do esturjão
9 Agosto 2008 | Categoria: Preso na RedeDiz a lei do esturjão que tudo é composto de 90% de porcaria (para não utilizar a verdadeira palavra que é pouco recomendável a um jornal familiar). A Internet não foge à regra e encontra-se muita “porcaria” quando se navega pela rede.
Existe uma disciplina no mundo online que dá pelo nome de SEO (Search Engine Optimization ou optimização para motores de busca), que, como o próprio nome indica, é um conjunto de estratégias para melhorar a posição de um site nos motores de busca.
Um site é uma coisa útil, serve para mostrar que estamos ali, que vendemos coisas, que somos bonitos e simpáticos, que sabemos fazer alguma coisa e muito mais, mas são precisas visitas e para que as tenhamos precisamos de destaque. Qual foi a última vez que, depois de fazer uma pesquisa no seu motor de busca de eleição, viu mais de 3 ou 4 páginas com os resultados apresentados? Por isso é que todos queremos estar, se possível, na primeira página ou, no pior dos casos, nas outras 3 a seguir. É para isso que serve o SEO.
Mas a Internet não é justa e o destaque vai para quem sabe os muitos truques do SEO ou para quem possa pagar a um profissional que optimize os sites para melhorar a sua posição. A sua pesquisa pode até não mostrar aquilo que pretendia exactamente ou o melhor conteúdo, mas somos preguiçosos e ficamos contentes com algo parecido, para não ler mais 10 páginas com listas de sites.
Felizmente, o SEO não é uma ciência exacta e os motores de busca estão constantemente a alterar as regras do jogo, para evitar a criação de vícios. Meio por acidente, meio por sorte pode encontrar exactamente o que procura, logo na primeira posição ou utilizar o botão do Google que diz “Estou com sorte” que mostra-lhe apenas um site e não uma lista baseado na palavra que procura. Sente-se com sorte hoje para contornar a lei do esturjão?