Ainda me lembro daqueles tempos em que dei os primeiros passos na Internet. Estávamos em 1996 e aqui, no nosso Portugal, começava-se a ouvir falar de uma coisa nova chamada Internet. #
Na altura era responsável técnico pela oficina multimédia da Escola Superior de Educação de Setúbal, já fotografava há uns anitos, fazia coisas engraçadas em multimédia e design gráfico q.b. e mesmo assim fiquei espantado a olhar para aquele (pequenino) monitor que debitava textos e imagens. Debitava muito lentamente. Costumava colocar o endereço de algum site, ia dar uma volta, beber um café e quando voltava conseguia ver o final da página a aparecer. Mas era uma coisa nova e muito intrigante. #
A primeira reacção foi comparativa. Tentava perceber porque é que não eram aplicadas as regras que conhecia na minha experiência em trabalhar imagem. As fotografias tinham má qualidade, o design era pouco ou nada fluído e vídeos ou som, simplesmente, não existiam. #
Comecei a compreender mais com o conhecimento técnico. A velocidade das linhas telefónicas não permitia muita criatividade e a maioria dos sites eram feitos por informáticos ou programadores (pessoas muito simpáticas, mas pouco dadas à semiótica da imagem). O webdesign era um pequeno embrião, algures dentro de um ovo. #
Passei os três anos seguintes a aprender o que era e como funcionava a net até achar que tinha conhecimentos e qualidade para me lançar numa nova área profissional. #
Passados dez anos continuo a aprender e a Internet continua a aparecer-me num monitor (maior), mas já não me permite ir beber o cafezinho. Está tudo tão diferente. Não só na Internet, mas também na fotografia, no design gráfico, etc.. Agora é tudo digital. #
E apesar de estarmos num novo milénio e outro século, passaram apenas 10 anos. É a Internet que é rápida? #
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