Nostalgia
Publicado em 01. Ago, 2009 em Preso na Rede
Ainda me lembro daqueles tempos em que dei os primeiros passos na Internet. Estávamos em 1996 e aqui, no nosso Portugal, começava-se a ouvir falar de uma coisa nova chamada Internet.
Na altura era responsável técnico pela oficina multimédia da Escola Superior de Educação de Setúbal, já fotografava há uns anitos, fazia coisas engraçadas em multimédia e design gráfico q.b. e mesmo assim fiquei espantado a olhar para aquele (pequenino) monitor que debitava textos e imagens. Debitava muito lentamente. Costumava colocar o endereço de algum site, ia dar uma volta, beber um café e quando voltava conseguia ver o final da página a aparecer. Mas era uma coisa nova e muito intrigante.
A primeira reacção foi comparativa. Tentava perceber porque é que não eram aplicadas as regras que conhecia na minha experiência em trabalhar imagem. As fotografias tinham má qualidade, o design era pouco ou nada fluído e vídeos ou som, simplesmente, não existiam.
Comecei a compreender mais com o conhecimento técnico. A velocidade das linhas telefónicas não permitia muita criatividade e a maioria dos sites eram feitos por informáticos ou programadores (pessoas muito simpáticas, mas pouco dadas à semiótica da imagem). O webdesign era um pequeno embrião, algures dentro de um ovo.
Passei os três anos seguintes a aprender o que era e como funcionava a net até achar que tinha conhecimentos e qualidade para me lançar numa nova área profissional.
Passados dez anos continuo a aprender e a Internet continua a aparecer-me num monitor (maior), mas já não me permite ir beber o cafezinho. Está tudo tão diferente. Não só na Internet, mas também na fotografia, no design gráfico, etc.. Agora é tudo digital.
E apesar de estarmos num novo milénio e outro século, passaram apenas 10 anos. É a Internet que é rápida?
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