O 7º sentido
Publicado em 13. Fev, 2010 em Preso na Rede
O Google é o site mais visitado na Internet (apesar do Facebook ter conseguido ultrapassá-lo durante dois dias, recentemente) e não é apenas um motor de busca. A Google, empresa, dispõe de uma grande variedade de serviços na Internet, muitos gratuitos, como o Docs que permite substituir algumas funções dos conhecidos Word, Power Point e Excel, da Microsoft; alguns pagos, como o Adwords, a plataforma de publicidade mais conhecida e utilizada da rede e ainda outros com opção, como o Apps, que permite criar e gerir algumas utilidades dentro de uma empresa, como se se tratasse de uma rede interna, com serviços gratuitos e pagos.
Uma das funcionalidades do motor de busca do Google é a “previsão” daquilo que pretende procurar. Experimente começar alguma palavra na barra de procura e imediatamente o Google dá-lhe uma lista do que pode ser a sua intenção de pesquisa, baseado na utilização de outras pessoas. Esta característica torna o Google um oráculo, utilizando a consciência colectiva para “adivinhar” aquilo que quer procurar, assumindo-se como o maior repositório de conhecimento, uma base de dados de um potencial futuro próximo.
Imagine que algo de muito importante está para acontecer numa qualquer bolsa de valores. Todos os intervenientes acedem ao Google tentando saber mais alguma coisa que os seus adversários e com isso manterem-se na dianteira. É possível que o utilizador mais experiente consiga aceder a alguma informação privilegiada, mas o Google fica com uma lista de todas as pesquisas feitas sobre o assunto. Essa lista será uma forma de análise do pensamento de todos os “jogadores” e a forma mais aproximada de calcular o que pode realmente acontecer.
O Google e outras ferramentas que aglomeram muito conhecimento humano são o futuro do nosso instinto.
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