Portugal é um país excêntrico, cheio de práticas extravagantes e originais. Se as economias de mercado capitalistas normalmente permitem ao consumidor uma variedade de escolha entre qualidade, preços e oportunidades, neste nosso cantinho à beira plantado, só conseguimos trocar uma marca por outra, sem grandes vantagens reais. #
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A gasolina é, talvez, o produto com mais visibilidade nesta questão de “guerra” de preços. Mesmo as marcas mais baratas não fogem muito do preço estabelecido e seguem as oscilações do mercado interno, raramente do mercado internacional. Conceitos de guerra assim deviam ser exportados para todo o planeta e poupavam-se muitas vidas. Em vez de termos dois, ou mais, estados aos tiros e a lançarem granadas, juntava-se tudo numa esplanada a bebericar umas cervejas e a combinar a melhor forma de se arrumar a questão. #
Claro que as inevitáveis vítimas inocentes, presentes em qualquer guerra, continuavam a existir e no caso da nossa economia, essas vítimas são os consumidores. Deparados com uma falta real de escolha, continuamos a pagar igual seja qual for a marca e não só na gasolina, mas praticamente em todos os produtos/serviços a que temos acesso no dia-a-dia. #
No caso da Internet, a “guerra” é idêntica. Seja qual for o nosso ISP (empresa que fornece o serviço de acesso à rede), a verdade é que o preço não difere muito e as contrapartidas não são grande coisa, se compararmos com qualquer (outro) país civilizado. Existem algumas diferenças nas “ofertas” de cada um, mas ganha-se um chupa-chupa e perde-se uma palmilha, por isso a escolha é feita numa base de o leitor preferir chupar ou mudar de andar. #
O atendimento ao cliente e a eficiência dos serviços prestados, nota-se na falta de uma verdadeira concorrência, morreram logo nos primeiros tiros. #
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