A rede humana
Publicado em 13. Mar, 2010 em Preso na Rede
O termo Web 2.0 já faz parte do léxico comum. A actual Internet ganha muitas vezes a alcunha referida, resumindo a sua tendência interactiva, por oposição à “antiga” Internet dos anos 90, que se comportava mais como uma televisão de muitos milhares de canais, difundindo conteúdo, mas com pouca participação dos mais comuns mortais.
No ano de 2001 apareceu a ideia de uma Web Semântica, um novo formato que permite aos computadores “compreender” os humanos, interligando significados. Actualmente quando quer saber alguma coisa, vai a um motor de busca e escreve uma expressão que descreva um assunto. O resultado é uma lista de milhares de sites, onde esteja presente o que inquiriu. Na já chamada web 3.0 o resultado é mais filtrado, resultando numa diminuição dos resultados, mas mais coerentes com a sua pesquisa. Imagine que precisa de um local para pernoitar e não tem muito dinheiro, talvez pesquise as palavras “estadia” e “ barata”. Como o motor de busca não entende o que quer, apenas reconhece palavras iguais, muitos dos sites no resultado serão acerca de locais habitados por bichinhos de 6 patas. Com a nova web, o “sentido” da sua busca será “compreendido” e apenas lhe dará os locais de preços módicos.
A web semântica existe e é aplicada com sucesso moderado em alguns sites, mas não é uma revolução passível de ser chamada de uma nova web, é um desenvolvimento importante ao que já existe. A revolução é a Web Humana, a utilização de redes sociais para encontrar o que precisa. Perguntar aos seus pares e amigos das redes ou simplesmente deparar com sugestões de sites e assuntos, começa a ser falado como melhor alternativa a qualquer motor de busca.
A Web Humana utiliza os computadores para aproximar pessoas, ao contrário da Web Semântica, e isso é a evolução a que podemos chamar de 3.0.





