Actualmente os poderes instaurados combatem a mudança e, por se sentirem ameaçados, farão o que puderem para travar o sucesso de formas organizacionais livres, corrompendo as leis correntes, supostamente criadas para incentivar a inovação e disseminar o conhecimento, que são aproveitadas como barreiras, para manter os actuais poderes e estatutos sociais. #
Os gestores de topo não conseguem ver a oportunidade, não têm o incentivo de inovar e a tendência inerente do mercado é de reinventar “sucessos” antigos. A inovação pertence aos amadores (i.e. que faz por amor), aqueles que fazem algo por prazer, mas que tentam fazer com o máximo de qualidade possível. Esta revolução de colaboração criativa cria a necessidade de novos tipos de organização não tradicional. #
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A internet possibilita a capacidade de inovar através da distribuição e permuta de conhecimentos, paixões e vontades. Elimina a condescendência com que cidadãos e funcionários são tratados, permitindo a disseminação das suas ideias, dando-lhes voz e integração, permitindo a realização de tarefas longas e complexas fora da organização formal. #
O papel da actual política, pública ou empresarial, deve prever uma conjugação das formas abertas e fechadas de organização utilizando a Internet como forma de inteligência colectiva, com potencial de criar novas soluções ou evoluir as actuais e, equilibrando com conhecimentos específicos, estruturar e implantar novas ideias. #
Imagine que num futuro próximo existem as ferramentas e recursos para criar redes sociais que fazem do estado um moderador, mas que permitem a participação e contribuição de todos, criando uma equipe de desenvolvimento de mais de 10 milhões de portugueses. É uma nova forma de regime governamental, aquele que pode substituir a democracia. #
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