Ainda há pouco tempo ouvi, quando passava por uma conversa alheia, alguém a lançar um antigo lugar-comum, adaptado aos novos tempos: “junta-te ao grupo do FaceBook”, exclamava um adolescente, no lugar do ultrapassado “junta-te ao clube”. #
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Clubes são coisa do passado, velhos dinossauros onde se juntavam pessoas para conviver sob um tema comum. Agora existe o FaceBook e outras redes sociais online, que permitem fazer o mesmo, com muito mais comodidade e um número exponencial de “sócios”, grátis (?) e a qualquer hora, em qualquer lugar. Mas isto nem é uma grande noticia, estamos a chegar a um momento nas nossas vidas virtuais, em que as redes começam a estabilizar e a serem vistas como algo comum no dia-a-dia. Longe da novidade do último par de anos, em que todos acorríamos à ultima rede só porque era moda, começamos a assentar arraiais na nossa preferida, onde encontramos amigos, conhecidos e muita gente com interesses em comum, num comportamento idêntico ao mundo fisico, o que revela o nosso animal de hábitos intrínseco. #
Nesta nova fase da nossa vida online, podemos dizer que começamos a deixar uma adolescência e a entrar na maturidade, já não clicamos aleatoriamente nos botões e nem convidamos ou aceitamos todos como amigos. Somos mais criteriosos, sabemos que botões queremos e quem merece estar na nossa lista. Sabemos principalmente (e aprendemos à nossa custa, depois de alguns “descuidos”) que não podemos escrever tudo o queremos, porque se na vida real as paredes têm ouvidos, no mundo online os monitores têm olhos. Esta é a grande novidade, os utilizadores das redes começam a ter noção do que deve ser público e do que deve permanecer privado. A maioria dos utilizadores das redes sociais online até já nem convida o chefe para a sua lista. Amigos, amigos, chefes à parte! #
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